EUA está prestes a anunciar um plano de barateamento para medicamentos como Ozempic e Mounjaro
- Tomaz Ramos Calixto
- 3 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 18 de dez. de 2025
A iniciativa integra o projeto “Nação Mais Favorecida” e envolve um acordo do governo federal com grandes farmacêuticas para reduzir o preço desses medicamentos

O governo dos Estados Unidos está próximo de anunciar um acordo para baratear o acesso a medicamentos que ajudam a combater a obesidade, como o Ozempic e o Mounjaro. De acordo com a apuração de importantes veículos estadunidenses como a CNN e o Washington Post, a medida ocorreu por meio de uma parceria com duas importantes farmacêuticas no país, “Eli Lilly” e “Novo Nordisk”, e foi oficialmente comunicada em 6 de novembro. Além disso, pode ser responsável por baratear alguns desses medicamentos que já se tornaram populares no país, de U$1350,00 para U$149,00 por mês.
A medida faz parte de um projeto da Casa Branca, conhecido como “Nação Mais Favorecida”, que consiste em um conjunto de ações políticas do governo, junto aos fabricantes de medicamentos, para viabilizar a redução nos preços, com isenções fiscais, ameaça de tarifas, entre outros.
É importante mencionar que embora ainda apresentem um preço alto para a maioria da população dos Estados Unidos, assim como no Brasil, esses medicamentos são muito populares e despertam debates desde o seu surgimento. Além disso, ainda que os medicamentos sejam voltados para o tratamento da diabetes tipo 2, parte do atrativo público é consequência de seus efeitos para ajudar na perda de peso.
Em julho de 2025, de acordo com um levantamento realizado pela plataforma Conexa Saúde, o Brasil ocupava a segunda posição mundial nas buscas on-line pelos medicamentos Ozempic e Monjauro. No Brasil, o Mounjaro (tirzepatida), assim como o Ozempic (semaglutida) são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), desde junho de 2025.
De acordo com a Associação Paulista de Medicina (APM), no Brasil, uma caneta de Ozempic, na dose de 1mg, custa em torno de R$1000,00 e o Mounjaro, na dosagem de 5mg, sai por R$1700,00. Esses medicamentos atuam em vários órgãos do nosso corpo, de duas formas principais, a partir da promoção da sensação de saciedade e da regulação do nível de açúcar no sangue. No quesito da sensação de saciedade, ocorre no cérebro e no estômago. Na região cerebral, esses medicamentos conseguem atingir a região do hipotálamo, que é a região responsável pelo apetite. Já no estômago, consegue retardar o processo de esvaziamento gástrico e, a longo prazo, esses fatores contribuem para o controle da saciedade e a consequente perda de peso.
Por outro lado, a regulação de nível de açúcar no sangue ocorre através do fígado e pâncreas. O medicamento consegue estimular a liberação de glicose armazenada no fígado e ajuda as células a absorver a glicose localizada no pâncreas e usá-la como fonte de energia. Todavia, embora seja regulado e aprovado pela Anvisa, é um tratamento sério que possui efeitos colaterais e, por isso, exige orientação médica.
Os efeitos colaterais podem ser desde náusea, vômitos, mal-estar até casos mais graves e raros, ocasionando alterações na função renal, hipoglicemia, entre outros. Portanto, um paciente que inicia esse tipo de tratamento visando à perda de peso e melhora na qualidade de vida, precisa garantir um acompanhamento médico, já que é um tratamento contínuo e por conseguinte, a orientação profissional é fundamental.
Com informações de Washington Post, CNN, CNN Brasil e G1.
Publicado por Kamila Campos
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